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10/15/2009 ( 5:59 PM ) gfornells Motivo (Cecília Meireles) Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem triste: sou poeta. Irmão das coisas fugidias, não sinto gozo nem tormento. Atravesso noites e dias no vento. Se desmorono ou edifico, se permaneço ou me desfaço, - não sei, não sei. Não sei se fico ou passo. Sei que canto. E a canção é tudo. Tem sangue eterno e asa ritmada. E sei que um dia estarei mudo: - mais nada # Comments: 10/6/2009 ( 3:42 PM ) gfornells É tão estranho o amor. Amar, doar, ser plenamente, se entregar. Requer algo que não costumo fazer, algo que talvez nem saiba mais saber. Precisa dessa precisão urgente, de se querer ser gente. Se querer ser! Mas quando pego na sua mão, e te olho sorrindo por acaso... é como se todas as facilidades me facilitassem o entender... E uma luz iluminasse meu saber ser. Quero-te então assim, pertinho de mim. Nem que seja só mais este instantezin até a poesia definhar... É tão estranho o amor.
ilustração: Krisalidash # Comments: |
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