1/31/2009
( 10:51 PM ) gfornells
Olhei para o céu esta manhã, as nuvens estavam cobrindo um restinho de sol. Os dias cinzentos afetam minha percepção, parece já ser tarde, mas ainda é cedo...fico apressada, um pouco desnorteada. Bate um cansaço, vontade de ficar na cama, de ler, de não ter que cumprir tarefas pré-determinadas. Tenho filhos, e sempre aprendi que criança precisa de horário. Mas e eu? Tenho 36 anos e detesto horários.
Não é poiticamente correto dizer isso. Por quê? Pelas convenções, pela eficiência...ou apenas prudência. É prudente ser um cara pontual, ter um terno escuro, e uma gravata verde clara. Um cinto ajustável, e saber amarrar os sapatos.
É prudente ser prudente, ter economias, ter um partido, ler Marx. E é isso? Tudo se resume ao tamanho da sua conta no banco e ao tamanho do seu carro?

Percebo assim, o quanto ando cansada das convenções e dos dias cinzentos desta cidade fria.
Que me leve o vento...que volte o sol...tempo. #

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1/28/2009
( 2:45 PM ) gfornells
Summer time

Uma chuvinha rala cai na cidade.
O sol permanece atrás da nuvem cinza
no ar úmido que entra pela roupa, lentamente.

Tiro da testa mais um pouco de suor,
eu ali...sensação,cor, calor.

Vem natureza, lava este dia quente.
Entra em mim, me toca, me leva.
Pela rua, pela viela, até a cela
onde está trancada nossa paixão.


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1/20/2009
( 7:44 PM ) gfornells
Vento Sul

Sabe aquela sensação, de que não se levará nada
que tudo está irrevogavelmente perdido?
Que nada se preservará, nem o alento?

É uma sensação estranha,
confirmada por nossas unhas roídas,
pelos nossos tantos enganos
Nos enganamos, tanto!

Por ego, por ser cegos...talvez?
Mas... sempre há o dia de amanhã
e um recomeçar obrigatório, inflexível e real
como é real este momento.



Foto de Rui Palha

Saiba algo/referências desta poesia: Unhas roídas são indício de situações mal resolvidas e de agressividade reprimida. As unhas do ser humano equivalem às garras dos animais, sendo que neles elas funcionam como um dispositivo de ataque e defesa, e estão diretamente ligadas à expressão da agressividade. Atitudes erradas, falt de adaptação, medo das consequências, se auto proteger... Porém, sempre há a chance de recomeçar, coisa que vem com a vida renovada a cada manhã, e com isso a possibilidade da redenção, de cura. #

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1/13/2009
( 11:59 AM ) gfornells
Linda música...

Torch
Alanis Morissette


I miss your smell and your style and your pure abiding way
Miss your approach to life and your body in my bed
Miss your take on anything and the music you would play
Miss cracking up and wrestling and our debriefs at end of day

These are things that I miss
These are not times for the weak of heart
These are the days of raw despondence
I never dreamed I would have to lay down my torch for you like this

I miss your neck and your gait and your sharing what you write
Miss you walking through the front door documentaries in your hand
Miss traveling our traveling and your fun and charming friends
Miss our big sur getaways
And to watch you love my dogs

These are things that I miss
These are not times for the weak of heart
These are the days of raw despondence
I never dreamed I would have to lay down my torch for you like this

One step one prayer I soldier on, simulating moving on

I miss your warmth and the thought of us bringing up our kids
And the part of you that walks with your stick-tied handkerchief


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1/7/2009
( 1:57 PM ) gfornells
Questões existenciais

Há uma solidão na vida
que não se perde
nem compartilha.
Não está nos cinemas
nem nas fotografias.
Permanece reclusa, na jaula.
Não é triste nem feliz,
por que não cala nem urra,
apenas fala, fala e fala..

Tem seus momentos mágicos,
a sinto ao andar por esta rua,
neste dia ensolarado de Verão.
Essa solidão as vezes brilha.
A vejo no homem que passa assoviando
pedalando sua bicicleta calmo,
ávido pela próxima respiração.

Tu me disseste um dia: É a solidão existencial!
Gostei de ver-me perto dessa coisa enorme,
composta, disposta a existir sem minha permissão.
Apenas existir assim,
solidão.
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falei...
> < Poesia é algo que me comove, que me move a um mundo um pouco melhor que este em que vivemos. Na poesia não há muros, nem fronteiras, há apenas a alma de quem a ela se entrega. Me deixo levar então em teus braços tão serenos, poesia que me toma e me arremesa...pra tão longe!



como es amar al viento?

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Gabi Fornells, poeta curitibana. Nascida em 1972, já publicou diversos poemas em coletâneas e mantém este blog desde 2003.

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