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6/12/2009 ( 10:54 AM ) gfornells Mais um dia cinza, que se enfileira ao lado de tantos outros. Deixando incolor o pálido rosto da bailarina. Que rodopia no passar dos segundos. É o tempo que nos passou a perna e partiu sem deixar rastro. Ficamos reféns de lembranças despedaçadas. das nossas correntes geladas. Por que será que gostamos tanto de relembrar e relembrar e relembrar?
#Comments: 6/9/2009 ( 6:21 PM ) gfornells Página virada Parece que foi há tanto tempo, que te amei intensamente, te doei partes importantes dos meus sonhos. Da minha carne e sangue daquilo que me circula as veias. E viramos essa página, tão bem virada que nem resquício ficou de você em mim. Não tenho saudades das suas músicas, nem do seu páladar. Nem do seu sorriso carbono. E me vejo hoje, nesta estrada pra onde me atiraste. Em que curiosamente gosto de estar. # Comments: 6/3/2009 ( 8:34 PM ) gfornells Trechos - Hoy me voy Llorarás, llorarás cuando se vaya el sol y yo con el dejando tu vida sola te dirán, te dirán las flores del jardin cuando te ame y cuando soñe tu luz Hoy me voy pero no, no se va la herida grande que me queda por amarte,por mi culpa, por los besos que en el mar te di Corazón me sobró y coraje me falto para dejarte tengo miedo de no olvidarte y por eso de ti me despido Hoy me voy Hoy me voy # Comments: 6/2/2009 ( 5:54 PM ) gfornells Hoje me sinto um verbete. Algo pequeno que define com simplicidade uma passagem maior, algo maior. Me sinto um resumo de mim mesma, duas frases, suscintas, mal e porcamente escritas. Um verbete sem cores, em letras pb no papel pálido do dia. # Comments: ( 5:21 PM ) gfornells Enraizada Me impregna esse seu cheiro. Teus gestos tristes, teu olhar enorme. Te levo em meu peito. Algum dia em algum inverno plantei você em mim. Tua raiz me tomou me assombra a alma me dói nas entranhas. Sou estranhamente, você.
foto: Stephen Paul # Comments: 4/14/2009 ( 3:32 PM ) gfornells Rima 22 A tua, a minha, a nossa dor. Tampada, fechada, lacrada por nossas mãos calejadas, pelo sol, pelo dia...por tanta miopía.
Uma Quero me apegar a você. Te reter em meu peito, te alisar os cabelos. Sentir teu paladar, saber que estas a me sorrir. Te beijar. Quero me aproximar dos teus segredos tocar teus anseios, nos permitir sonhar. Sonhar esse sonho tão distante, de que falamos tanto e tantas vezes. de um mundo menos árido Mais cálido... suave brisa do mar. Quero assim ser contigo, uma. Tantas. Pluma. Como tarde de Outono.
#Comments: 3/8/2009 ( 1:39 PM ) gfornells Pérolas Um sem fim de conjecturas, de dilexias. Olho minhas mãos estão tão vazias, me deixei ficar assim...sem nada. O tempo levou preciosas pérolas, algumas também caíram na terra outras joguei com confiança Mas foi em vão! Comments: 2/26/2009 ( 2:21 PM ) gfornells Vindo para cá, deslizei pelo caminho. Meus pés apoiados no asfalto negro, todos a olhar espantados a minha rapidez. Vim com tanta felicidade que esqueci de trazer minhas preucupações, ficaram todas na varanda da casa, trancafiadas do lado de fora, tomando vento do dia. Espero que morram por lá! Não quero ser obrigada a chegar em casa e encontrá-las novamente. Não quero mais vê-las. Quero apenas sentir mais um dia da minha vida pulsar sem medo e sem freios de despertar no dia seguinte. (2005)
#Comments: 2/14/2009 ( 5:40 PM ) gfornells O amor em si Sonho, estou nos teus braços. E isto me eleva, me faz flutuar. Como uma folhinha solta, livre. Sua pele, seus olhos fechados Dormindo ao meu lado. Esqueço o quanto já vivi sofri. Tudo que quero é mesmo, é te ter ali. # Comments: 2/13/2009 ( 9:10 AM ) gfornells Sombras Estava ali, a porta fechada o escuro do corredor, e as palavras trancadas em sua boca, em sua alma. Percebo nesse instante, um fotografia do que foi. Do que é este estúpido amor. (Ago/08) # Comments: 2/6/2009 ( 1:43 PM ) gfornells Hoje O hoje é a consequência mensurável, de todos teus ontens. Do que fizemos e deixamos de. Do que amamos ou deixamos de. E o que tento, em vão argumentar como pode o hoje ser diferente, se não deixaste teus trajes podres para trás? Nem quisestes rir do medo que te assola a mente? Nem quisestes voltar, me abraçar e beber do cálice? Joga assim nossa amizade à terra! Pisa nela e te desfaz de mim...de nós, de tudo que um dia nos foi caro e eterno real. # Comments: 1/31/2009 ( 10:51 PM ) gfornells Olhei para o céu esta manhã, as nuvens estavam cobrindo um restinho de sol. Os dias cinzentos afetam minha percepção, parece já ser tarde, mas ainda é cedo...fico apressada, um pouco desnorteada. Bate um cansaço, vontade de ficar na cama, de ler, de não ter que cumprir tarefas pré-determinadas. Tenho filhos, e sempre aprendi que criança precisa de horário. Mas e eu? Tenho 36 anos e detesto horários. Não é poiticamente correto dizer isso. Por quê? Pelas convenções, pela eficiência...ou apenas prudência. É prudente ser um cara pontual, ter um terno escuro, e uma gravata verde clara. Um cinto ajustável, e saber amarrar os sapatos. É prudente ser prudente, ter economias, ter um partido, ler Marx. E é isso? Tudo se resume ao tamanho da sua conta no banco e ao tamanho do seu carro? Percebo assim, o quanto ando cansada das convenções e dos dias cinzentos desta cidade fria. Que me leve o vento...que volte o sol...tempo. # Comments: 1/28/2009 ( 2:45 PM ) gfornells Summer time Uma chuvinha rala cai na cidade. O sol permanece atrás da nuvem cinza no ar úmido que entra pela roupa, lentamente. Tiro da testa mais um pouco de suor, eu ali...sensação,cor, calor. Vem natureza, lava este dia quente. Entra em mim, me toca, me leva. Pela rua, pela viela, até a cela onde está trancada nossa paixão.
#Comments: 1/20/2009 ( 7:44 PM ) gfornells Vento Sul Sabe aquela sensação, de que não se levará nada que tudo está irrevogavelmente perdido? Que nada se preservará, nem o alento? É uma sensação estranha, confirmada por nossas unhas roídas, pelos nossos tantos enganos Nos enganamos, tanto! Por ego, por ser cegos...talvez? Mas... sempre há o dia de amanhã e um recomeçar obrigatório, inflexível e real como é real este momento.
Foto de Rui Palha Saiba algo/referências desta poesia: Unhas roídas são indício de situações mal resolvidas e de agressividade reprimida. As unhas do ser humano equivalem às garras dos animais, sendo que neles elas funcionam como um dispositivo de ataque e defesa, e estão diretamente ligadas à expressão da agressividade. Atitudes erradas, falt de adaptação, medo das consequências, se auto proteger... Porém, sempre há a chance de recomeçar, coisa que vem com a vida renovada a cada manhã, e com isso a possibilidade da redenção, de cura. # Comments: 1/13/2009 ( 11:59 AM ) gfornells Linda música... Torch Alanis Morissette I miss your smell and your style and your pure abiding way Miss your approach to life and your body in my bed Miss your take on anything and the music you would play Miss cracking up and wrestling and our debriefs at end of day These are things that I miss These are not times for the weak of heart These are the days of raw despondence I never dreamed I would have to lay down my torch for you like this I miss your neck and your gait and your sharing what you write Miss you walking through the front door documentaries in your hand Miss traveling our traveling and your fun and charming friends Miss our big sur getaways And to watch you love my dogs These are things that I miss These are not times for the weak of heart These are the days of raw despondence I never dreamed I would have to lay down my torch for you like this One step one prayer I soldier on, simulating moving on I miss your warmth and the thought of us bringing up our kids And the part of you that walks with your stick-tied handkerchief
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